quarta-feira, 2 de abril de 2014

Como abandonar formalmente a Igreja Católica

As estatísticas relativas ao número de católicos no mundo são feitas com base no número de baptismos registados. Todos aqueles que foram baptizados, mesmo que não se considerem católicos, são contabilizados como tal pelo Vaticano.

Em Portugal, segundo o Anuário Católico de 2009, 88.10% da população professa a fé católica! É com base nesses números de “fiéis” que a Igreja Católica continua a defender o seu peso e intervenção em quase todos os aspectos da sociedade. Por esse motivo, e apesar de Portugal ser um Estado formalmente laico (cfr. n.º 4 do Art. 41.º da Constituição da República Portuguesa), ainda se verifica tanta influência dessa instituição na vida política do país. No Brasil, verifica-se uma situação semelhante. Assim, o abandono formal da Igreja Católica por parte de todos aqueles que não se revêem nela é importante e faz todo o sentido.

De acordo com as normas canónicas, para se abandonar definitiva e formalmente a igreja Católica e, dessa forma, deixar de fazer parte do número de fiéis apresentado anualmente pelo Vaticano, é necessário um requerimento formal, por forma a que seja praticado um “acto de defecção” (ou acto de apostasia).

Perante inúmeras manifestações de vontade nesse sentido por parte de pessoas baptizadas que não se revêem na igreja Católica, o Vaticano viu-se forçado, em 2006, a tomar posição e esclarecer as diversas dúvidas apresentadas por bispos, vigários judiciais e outros profissionais do direito canónico, sobre o “actus formalis defectionis ab Ecclesia catholica”. Esta informação está disponível no website do Vaticano.
 
 

terça-feira, 18 de março de 2014

Judeus iludidos por Satanás sentam à mesa com o Papa

A imagem acima  teve um grande impacto sobre as redes sociais em poucos segundos. O  Papa Francisco  realizou um almoço com 15 líderes da comunidade judaica da Argentina, que desfrutaram de uma refeição KOSHER e cantaram em hebraico, na própria residência do Papa em Santa Marta, no Vaticano. Uma simples mesa redonda simbolizava um marco na história do diálogo inter-religioso.
Algo diferente aconteceu na residência do Papa Francisco.
Os quinze líderes da comunidade judaica argentina, que tiveram a oportunidade de participar de uma reunião com o líder maior da Igreja Católica ficaram simplesmente entusiasmados. 
O Papa recebeu-os como seus “irmãos” e tornou o almoço um momento “histórico”.
O ex-cardeal Jorge Bergoglio sentou-se amigavelmente em uma mesa cercada por rabinos e líderes da comunidade judaica.
“Nada mais será igual. Na minha vida é algo inesquecível “, disse o presidente de uma entidade israelita que participou da reunião. “Ele tem um significado global da presença da comunidade judaica com o Papa.”
Alguns dos participantes disseram ter a certeza de que foi a primeira vez que a comida Kosher foi servida, e que foi cantado em hebraico, no Vaticano.
Uma mesa simples e redonda simbolizava um marco na história do diálogo inter-religioso.
“Hine ma tov Uma Naim shevet ahim gam Yahad” foi a música que foi cantada com o Papa, e é o fragmento de um Salmo de David que diz que “como agradável e bonito é irmãos se sentarem juntos".

As profecias vão se cumprindo. Estude as profecias bíblicas. Procure uma igreja adventista mais próxima de você. Jesus em breve voltará.

ecumenismo judeus

quinta-feira, 6 de março de 2014

A Bomba-relógio da “Velha Semente”

O “Projeto” Nova Semente foi trazido ao Brasil pelo Pr. Kleber Gonçalves, um especialista em missiologia urbana, e tinha por intenção promover uma nova abordagem de evangelismo para com pessoas de mente secularizada e totalmente avessas a ideia de se filiarem a uma igreja institucionalizada. Tais pessoas são produto do pós-modernismo. Em grande maioria elas sentem necessidades espirituais, porém não recorrem às igrejas por não se adequarem a sua cultura e visão de mundo. Normalmente são pessoas de bom nível acadêmico ou de famílias bem resolvidas em termos financeiros.

O método da Nova Semente para alcançar seu público alvo é o seguinte: Aliviar ao máximo a carga “igrejeira” das reuniões. Um Espaço que não pareça Igreja, um linguajar que não remeta a “fala de crente”, um culto bem vivo e uma mensagem que sempre concilie uma discussão culta á espiritualidade. Os temas das Mensagens são profundamente espirituais procurando evitar ao máximo os “não pode” ou os “não deve”. A ideia é quebrar a visão preconceituosa de pessoas secularizadas que acham que ser religioso é seguir normas rígidas de conduta que os escravizariam. A recepção aos visitantes é feita com muito esmero e carinho pelos membros para que eles se sintam muito bem. Esse é o enfoque, fazer de tudo para pessoas que não se sentem bem em Igreja possam enfim se sentir.

Creio que um projeto evangelístico que seja eficaz para alcançar diversos tipos de pessoas é de muita valia, afinal precisamos alcançar todos para Cristo. Porém quando o projeto virou Igreja, ou melhor, comunidade (como eles se julgam), a bomba-relógio começou a fazer “TIC”. A verdade é que a IASD no Brasil é, majoritariamente, uma igreja conservadora. O conceito “conservador” aqui utilizado foi escrito no sentido de apontar uma valoração ás regras de conduta privada quanto ao vestuário, hábitos e lazer e de conduta pública da membresia quanto às formas de adoração e louvor. São veementemente condenadas por algumas igrejas, por exemplo, o uso de calças para mulheres nos cultos, o uso de adornos e maquiagem forte, o frequentar cinemas e teatros, e uso de baterias e outros instrumentos que remetam à estilos de música considerados mundanos. Em algumas igrejas, inclusive, essas práticas são passíveis de disciplinamento (punição eclesiástica). Não é propósito meu questionar a validade ou não dessas regras de conduta, porém é lógico que algumas delas se tratam de normas engessadas e dissociadas culturamente de seu principio bíblico, outras, porém são ensinadas como crenças básicas da Igreja, como o não uso de joias. Só que a Nova Semente como Igreja não tem como foco essas normas, haja vista que se trata de práticas que pessoas de mente secularizada não se coadunam. Ou seja, tais práticas conservadoras não são ensinadas aos novos membros que se converteram pela Nova Semente. A mesma instituição que não trabalha para a superação de normas que não tem mais validade cultural, implanta uma Igreja em que o que não se pode lá se pode cá. É aí que a bomba-relógio criada pela própria “Velha Semente” faz “TAC”. Cria-se uma distinção cultural. E cultura religiosa, por vezes inadequadamente, é vista como principio moral.

Essa ruptura, criada administrativamente, possui duas nuances problemáticas: Primeiramente, os membros da Nova semente não se sentem a vontade nas ditas, por eles mesmos, igrejas adventistas tradicionais. Falam eles, que sua igreja é para pessoas de mente mais aberta e mais moderna. Um adventismo ligth, mais liberal, talvez um Neo adventismo. Eles não se sentem, em termos culturais, identificados com os membros tradicionais ou com as formas de culto tradicionais. Em segundo lugar, as práticas secularizadas de adoração, vestuário e conduta provocam escândalo e estranhamento nas igrejas tradicionais. Nessas igrejas existem dois tipos de reação quanto ás práticas da Nova Semente, ou daquelas de irmãos mais antigos que forçam a continuação da validade de suas práticas e que julgam os neófitos liberais como mundanos ou daquelas de irmãos que já lutam pelo avanço equilibrado de uma forma de adoração e de vestuário mais condizente com a cultura presente e que se veem de mãos amarradas em suas igrejas e não entendem como que na Nova Semente essas mudanças não são um problema, visto se tratar da mesma religião. A criação dessa “Igreja Adventista 2.0” está a jogar os próprios irmãos uns contra os outros. E membros têm sido perdidos dos dois lados. Exemplo disso é o da cantora Daniela Araújo que, antes assembleiana, ao se relacionar com seu marido, o cantor Leonardo Gonçalves, conheceu a IASD através da Nova Semente. Porém mesmo sendo membro da IASD, não deixou de usar suas joias e de possuir um vestuário mais liberal porque era da Nova Semente. Como pessoa pública, começou uma onda de julgamentos e condenações e dúvidas sobre sua instituição religiosa. Resultado: hoje ela frequenta uma Igreja Batista, um lugar que não a julga. É claro que, em primeiro lugar, nossos irmãos não tem dado exemplo de cristianismo com tais críticas. Porém, em segundo lugar, não culpo totalmente os irmãos escandalizados. Culpo a administração da Igreja que não está atenta à bomba-relógio que ela soltou em seu próprio seio. Se for preciso ter novos métodos para alcançar pessoas secularizadas, (sinceramente, quem não é secularizado no nosso mundo ocidental?), que se faça isso de forma institucional e que abranja todas as igrejas para que os novos membros quebrem realmente os preconceitos quanto á vida na Igreja e que os antigos membros possam avançar em suas práticas, principalmente no quesito “amor ao próximo”. O que acontece hoje com a convivência mútua de duas culturas distintas e conflitantes é a existência de uma hipocrisia institucionalizada em que aqueles que estão á frente e que apoiam esse “Projeto” serão responsabilizados. É preciso uma atitude. Será que alguém com coragem irá conseguir acabar tal conflito? Acho difícil, haja vista que o conceito da Nova Semente tem sido copiado em outras regiões. Porém tal negligência poderá levar a IASD á um colapso identitário. O fio vermelho, ou o fio azul. Quem irá ter peito para cortar o fio e evitar a explosão?

 nova semente

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Pastor adventista fala do que vê na crise da Ucrânia

Kiev, Ucrânia … [ASN] O pastor adventista brasileiro Jonatan Conceição, que mora desde novembro de 2009 em Kiev, capital da Ucrânia, tornou-se testemunha, junto com a esposa Priscila, de uma verdadeira guerra civil que abala o país há vários dias. Os protestos começaram quando o presidente ucraniano deposto Viktor Yanukovych rejeitou, em novembro do ano passado, um acordo com a União Europeia, preferindo uma aproximação comercial com a Rússia. Milhares de pessoas – favoráveis à integração com a Europa – deram início a manifestações pacíficas e à ocupação da Praça da Independência. Há confrontos graves entre manifestantes e forças policiais que já deixaram dezenas de mortos e centenas de feridos. Jonatan Conceição, que trabalhou por dezenas de anos na TV Novo Tempo no Brasil, agora é diretor de produção de TV da chamada Divisão Euro Asiática da Igreja Adventista do Sétimo Dia, que coordena as atividades adventistas em 13 países do leste europeu e possui 140 mil membros. Somente na Ucrânia, há pelo menos 60 mil adventistas. A reportagem da Agência Adventista Sul-Americana de Notícias (ASN)conversou, por e-mail, com Jonatan sobre os últimos episódios no país.

Igreja Adventista do Sétimo Dia

CARTA em conexão com os acontecimentos políticos na Ucrânia

Queridos irmãos e irmãs ! Graça e paz da parte de nosso Senhor Jesus Cristo nestes difíceis confrontos de momento estressante na Ucrânia! Ao longo dos últimos dois meses, o que estamos testemunhando é, de certa forma, o que fazem os participantes dos eventos que acontecem no centro de Kiev e de outras regiões do país. Testemunhas, porque todos os dias ansiosamente observam o andamento desses processos. Esperamos que o Senhor levante orações pela paz e prosperidade para a Ucrânia, a sabedoria e prudência para as partes em conflito . Recentes desenvolvimentos em Kiev indicam que precisamos unir esforços em oração a Deus para a Ucrânia.

Nos dias de hoje , e especialmente noites quando as paixões guerreiras das partes atingem o seu ponto de ebulição , levando com eles uma ameaça para a vida humana , nós encorajamos todos os crentes em oração de intercessão especial ao Senhor , suplicando -Lhe a misericórdia para o povo da Ucrânia e da resolução pacífica do conflito , um corações humildes daqueles em cujas mãos o poder e sabedoria para aqueles que são responsáveis pelo destino dos seus concidadãos , o comportamento decente de quem está indo para ações livres , de bom senso e senso de responsabilidade por suas declarações e ações de todos os lados do confronto comum . Pedimos que você não se envolva em atividades que podem provocar ou incitar o ódio entre as pessoas. Seja tolerante com o outro e para aqueles ao seu redor, independentemente de suas opiniões ideológicas, políticas ou religiosas. Não deixe comentários abusivos em fóruns e redes sociais. Em vez disso, as chamadas para a resolução de conflitos por meios pacíficos.

Afinal de contas , a violência não tem sido uma base razoável para a construção de um novo e brilhante futuro na vida pessoal e pública. Você tem o direito de expressar sua cidadania , implementá-lo no contexto dos mandamentos de Deus para amar a Deus e ao próximo. Não se deixe ser atraído para ações questionáveis e as medidas que poderiam manchar a sua reputação como um cristão e um membro consciente da sociedade e manchar o bom nome da Igreja a que pertence. Seja sempre prudente , especialmente nestes dias difíceis para o nosso país . Desejamos que Deus enviou paz sofredor povo ucraniano . ” Que Deus abençoe você e que Ele te guarde ; Que o Senhor possa brilhar sobre ti ti, e tenha misericórdia de ti ; O Senhor levante o seu rosto sobre ti, e te dê a paz ” (Números 6:24-26 ).

Victor Alyeksyeyenko , Diretor da Igreja Adventista na Ucrânia

Pelo que sei ele também deixou claro que a igreja não se posicionaria por um lado, mas estaria orando pela paz e para Deus desse sabedoria para que fosse encontrada uma solução pacífica. Sábado passado foi um sábado onde foi feito oração pelos familiares que perderam os seus queridos nessa revolução.

pastor ucrania

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

A Concordância Tríplice sobre o pequeno número de salvos do Apocalipse

O Filho de Deus, o profeta Isaías e João, o apóstolo evangelista, concordam que o número de salvos será pequeno, comparado a população mundial. Vejamos:

PROFETA ISAÍAS (700 AC)

Por isso a maldição tem consumido a terra; e os que habitam nela são desolados; por isso são queimados os moradores da terra, e poucos homens restam. Isaías 24:6.

JESUS, O FILHO (30 DC)

E disse-lhe um: Senhor, são poucos os que se salvam? E ele lhe respondeu: Porfiai por entrar pela porta estreita; porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderãoLucas 13:23-24.

APÓSTOLO JOÃO (95 DC)

E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua, e nação.
E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.
Se alguém tem ouvidos, ouça.  Apocalipse 13:7-9


Portanto através da simples lógica, nenhuma religião com bilhões de pessoas (Catolicismo, Islã) pode estar ensinando a verdade, pois senão teríamos uma boa porcentagem da população salva, que não adorariam a Besta. A porta não seria estreita, porque não podemos supor que bilhões possam passar por uma porta estreita etc.

porta estreitaa2

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O Dom do Espírito, um Incentivo à Obediência

“Se me amais, guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós.” (João 14.15-17)

Aprouve a Deus unir a felicidade do homem com seu dever, e ordenar, que os caminhos da justiça por si só fossem caminhos de deleite e de paz.
Daí nosso Senhor, em seu último discurso, no qual ele se esforçou muito mais para consolar seus discípulos; ter apresentado a obediência aos seus mandamentos, como a melhor prova de seu amor a ele, e o melhor meio de garantir bênçãos do alto: sim, quando ele estava lhes informando como ricamente a perda de sua presença seria contrabalançada pela habitação do Espírito Santo em seus corações, ele lhes lembra em primeiro lugar que esse benefício foi inseparavelmente ligado com a santidade de coração e de vida.
Ao discorrer sobre suas palavras, vamos considerar,

I. A promessa feita por Cristo à seus obedientes discípulos

Nosso Senhor requer que todos os seus seguidores “guardem os seus mandamentos”
Do crente é dito estar “morto para a lei”, mas embora morto para a lei como um pacto, ele está mais vivo do que nunca para ela como uma regra de vida.
O casamento que havia entre o crente e a lei é dissolvido, mas é somente dissolvido, “para que ele possa se casar com outro, a saber, o Senhor Jesus Cristo, e para que através dele, na qualidade de seu Esposo, possa ser ativado para “dar frutos para Deus”. A obediência aos mandamentos de Cristo é a única prova suficiente que ele pode dar do seu amor a Cristo. De fato, até a sua última hora ele deve ser provado por este teste. Todas as profissões religiosas do mundo serão vistas como hipocrisia, se destituídas desta evidência. A obediência e o amor são inseparáveis um do outro. Amor sem obediência não é melhor do que dissimulação, como obediência sem amor é mera ação servil. O comando aqui, portanto, dado aos discípulos, deve ser considerado como dado a todos os seguidores de Cristo em todas as épocas.
Para aqueles que seguem esta regra ele dá a mais encorajadora de todas as promessas:
Seus discípulos estavam prestes a perder a sua presença em razão de sua partida para as regiões superiores. Mas ele prometeu que, “se eles obedecessem os seus mandamentos, ele iria rogar ao Pai por eles, para que o Pai lhes enviasse outro Consolador para ficar com eles para sempre.”
E aqui, deixe-me observar, que o Espírito Santo é representado por ele, não como uma qualidade ou operação, mas como uma Pessoa distinta; não como um conforto, mas um Confortador; que viria do Pai, em resposta às intercessões do Filho, e permaneceria no seio das pessoas obedientes a Deus. Sim, como nos dias antigos, Deus, pela nuvem brilhante, seu Shequiná, o símbolo de sua presença e glória, esteve em primeiro lugar no tabernáculo e depois no templo, e assim também o Espírito de Deus agora desceria e habitaria nos corações dos seguidores obedientes de Cristo, exibindo diante deles a sua glória, e dando a eles as suas bênçãos para o pleno atendimento de todas as suas diversas necessidades.
Eles, assim como os apóstolos, seriam submetidos a provações, e chamados tanto a agir e a sofrer pelo seu Senhor, mas o Espírito Santo lhes daria todo o socorro e apoio necessário, e lhes faria mais do que vencedores sobre todos os seus opressores. Nunca por um momento ele irá deixá-los, até que ele tenha completado neles tudo o que Deus em seu amor e misericórdia sem limites, tem ordenado para eles.
Ampliando essa promessa, nosso Senhor revelou aos seus discípulos,

II. Qual é a bênção distinta que eles são privilegiados em desfrutar.

Esse Consolador divino não é conhecido por ninguém, senão pelo seguidores obedientes de Cristo.
“O mundo não o conhece, nem pode, de fato, recebê-lo”. Como o “Espírito da verdade”, ele falou por meio de todos os profetas, mas o mundo ímpio lançou atrás das costas a sua palavra. Nos dias de nosso Senhor fizeram o mesmo. O mesmo também fizeram quando falou pelos Apóstolos. E o mesmo têm feito nestes dias. Por falta de um discernimento espiritual, eles não enxergam, por falta de um entendimento esclarecido, eles não o conhecem; e por falta de disposições santas, eles não podem recebê-lo. Seus corações estão fechados para ele; e estão tão cheios de afetos corrompidos pelo pecado, que o Espírito não pode suportar fazer a sua morada com eles. Se por um momento ele age como um espírito de convicção, ele não pode ficar ali como um Espírito de consolação. Mas, para os seguidores obedientes de Cristo, ele vem com todas as suas manifestações gloriosas e encarecedoras. Ele derrama em seus corações o amor de Deus. Para eles, ele testemunha sua adoção na família de Deus e é neles o penhor da sua herança eterna.

 O Dom do Espírito, um Incentivo à Obediência

sábado, 4 de janeiro de 2014

A Bíblia e a Escravidão.

Muitas pessoas ficam chocadas ao descobrir inúmeras passagens do Antigo Testamento que demonstram a aprovação divina para a prática da escravidão no território de Israel. O que nós nos esquecemos constantemente é que a Bíblia não foi escrita no Brasil, nem em português. Além de ter sido escrita há milênios, ela foi produzida numa outra cultura. Se quisermos ver sentido em algumas de suas práticas, não devemos compará-la com nossa cultura ocidental, mas sim com a vida e os costumes dos habitantes do Oriente Médio, na época em que os livros sagrados foram produzidos. Abaixo, você terá um breve resumo da legislação bíblica sobre a escravidão e uma rápida comparação de como outros povos viam essa prática.

Escravidão foi a primeira lei que Deus deu aos israelitas quando eles saíram do Egito (cf. Êx 21:1-11). Na lei mosaica, sequestrar alguém para ser vendido como escravo era um crime punido com pena capital (Êx 21:16). Um escravo hebreu deveria trabalhar apenas seis anos para pagar sua dívida, sendo libertado no sétimo ano, sem pagar nada (Êx 21:2). Além disso, ele deveria receber de seu proprietário alguns animais e alimentos para recomeçar a vida (Dt 15:13, 14). Durante seu período de serviço, o(a) escravo(a) teria um dia de folga semanal, o sábado (Êx 20:10). É interessante notar que na versão dos 10 mandamentos de Deuteronômio 5, é nos dito que o sábado foi dado para que o servo e a serva “descansem como tu”, no caso, o patrão.

Notou alguma diferença entre a escravidão bíblica e aquela mantida em nosso país, há alguns séculos? A diferença também é significativa quando comparamos essas passagens bíblicas com o famoso Código de Hamurabi, rei de Babilônia no 18º século a.C. Se algum escravo fugisse, ele deveria ser morto; enquanto isso, em Israel esse escravo deveria ser protegido (Dt 23:15, 16). Proteger um escravo fugitivo, em Babilônia, era uma grande ofensa, também punida com morte, como evidenciado nas leis 15-20 do referido código. Antes desse rei, que viveu em torno de 1.750 a.C., entre os sumérios, o termo arad (escravo, servo) era considerado como um objeto e era referido através de um pronome usado para descrever coisas (p. ex., o uso do it, em inglês).

Alguém pode questionar o motivo pelo qual Deus não aboliu a escravidão entre os israelitas. Lembre-se de que eles estavam inseridos numa cultura impregnada dessa prática. Mesmo que Deus a abolisse, isso não mudaria a forma como eles pensavam. A título de ilustração, imagine o árduo processo cultural para tornar a Arábia Saudita em uma democracia. Mesmo que essa mudança fosse feita, ainda levaria um bom tempo até que a mentalidade da nação fosse mudada. Deus humanizou essa prática em Israel. Em lugar algum do antigo Oriente Médio encontraremos escravo e senhor em pé de igualdade (cf. Jó 31:13-15).

Criticar a Bíblia afirmando que ela defende a prática da escravidão é desconhecer quase por completo o ambiente histórico no qual ela foi produzida. 

Fonte: Adventistas.org